sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Noite do reencontro




Sua pele branca havia se tornado rubia, teu corpo que antes era frio pela temperatura ambiente agora estava febril, o calor expelido pelos poros fazia-te encharcado de um líquido que trazia a densidade do suor e o aroma do teu prazer.

O movimento era cadenciado, ritmado, forte e envolvente. Apesar do encontro impactante e do desejo ao extremo, as palavras eram de carinho, de amor, e elogios sobre aquele momento. Ali já não era o lindo casal de namorados, ali não era a face vista pela sociedade, ali estavam os dois amantes enlouquecidos pelo prazer de estarem juntos, e por estarem fazendo o que estavam fazendo.

Entre aquelas quatro paredes eles se tornavam reféns um do outro, onde tudo era dor, onde tudo era bom.

Não havia pudores, não havia regras, apenas prazer e satisfação. E porque não dizer que lá também havia amor? Ali era o encontro carnal de duas almas.

Tentar conter o ápice do prazer era difícil para ele, para ela, esse momento já havia acontecido inúmeras vezes e estava prestes novamente. Eis que os movimentos pararam, só se ouvia suspiros profundos de quem não resistira ao excesso de prazer.

Chegaram ao prazer juntos, e se abraçaram trocando carícias sutis, porém quentes, e aos poucos o fogo se reavivava. Sorrisos, carinhos, abraços e beijos. E pouco depois retomaram o ritmo cadenciado e ritmado mais uma vez, e por mais que o cansaço fosse muito, e por mais que se lutasse pra que chegasse ao fim o amor não dava trégua, a vontade de ficar o mais junto possível era dominante, e o desejo de se encaixarem como se fossem um só, irresistível.


Compositora ♫

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